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67º Aniversário do Município de Caetanópolis

67º Aniversário do Município de Caetanópolis

 

Breve relato sobre os caminhos para a emancipação de Caetanópolis

Registros do Sr. Antônio Joaquim Barbosa Mascarenhas em 21 de abril de 1997

 

            Tudo começou quando o Pároco à época, Padre João da Silva Chaves, lançou a ideia de emancipar o “Cedro”, insistentemente, por meio de seu microfone. Não contando com entusiasmo do povo, o Padre procurou ajuda pela emancipação com o Sr. José Dalle (político local, ex-prefeito de Paraopeba e com bons contatos políticos).

            Ciente do desejo do Padre Chaves, José Dalle procurou o Deputado Emílio de Vasconcelos Costa, para que esse providenciasse na Assembleia, na qual era líder da maioria, a tão almejada emancipação.

            O Deputado Emílio de Vasconcelos orientou José Dalle a solicitar à Companhia de Fiação e Tecidos Cedro e Cachoeira o consentimento, tendo em vista que a localidade do “Cedro” era particular.

            Marcada a reunião com a Diretoria da Cia. Cedro, em Belo Horizonte, para lá se dirigiu José Dalle, acompanhado dos Srs. Antônio Quinto Barbosa, Geraldo
Carlos Firmiano Ribeiro, Osvaldo Soares e José Raimundo Mota.

            Explicado motivo do encontro, logo receberam a negativa do Sr. Geraldo Magalhães, com a concordância dos outros Diretores.

            Apresentada a negativa ao Padre Chaves, esse com sua santa teimosia, passado algum tempo, voltou à carga e começou a esquentar novamente a ideia da emancipação, pedindo a José Dalle que fizesse uma comissão e com mais argumentos, solicitasse licença da emancipação para o Deputado agir na Assembleia. E mais uma negativa da Cia. Cedro.

            Passados alguns dias e com uma carga de decepção, por não poder ver a terra evoluir pela falta da emancipação, aconteceu um encontro entre o Sr. Antônio Joaquim Mascarenhas, o Sr. Francisco Ferreira Mascarenhas, Carlos Ratton Mascarenhas e Guilherme Mascarenhas Magalhães (fiscal daquela firma), no escritório da Fábrica do Cedro, momento em que, aproveitando a reunião, o Sr. Antônio Joaquim tocou no assunto da negativa da Cia. Cedro pela emancipação do “Cedro” e Guilherme Mascarenhas partiu para Belo Horizonte levando o pedido de emancipação aos Diretores da Cia. Cedro. Após dois dias, Carlos Ratton e Antônio Joaquim receberam um convite da Cia. Cedro para uma reunião. Antes da reunião, houve uma preparação de argumentos entre Antônio Joaquim, Dr. Guilherme Mascarenhas Dalle, Padre Chaves, Orlando Dornas, João Grande e José Dalle, no intento de convencer a Diretoria da Cedro.  Na sequência, houve reunião entre os acionistas da Cedro para estudo de viabilidade da emancipação. E, em 18 de dezembro de 1953, aconteceu uma reunião com 60 chefes de famílias do Cedro cujo assunto também foi a emancipação. Enfim, conseguida a custosa emancipação.

            Enquanto os trabalhos tramitavam na Assembleia, Dr. Guilherme Mascarenhas Dalle recebeu um telefonema do Sr. Milito, solicitando um novo nome para o local, tendo em vista que já existia no Ceará uma cidade com o nome de “Cedro”. Então fora indicado o nome de Caetanópolis em homenagem ao Coronel Caetano, um dos fundadores da Fábrica.  E com este nome, a cidade nasceu e, em pouco tempo, Milito trouxe a notícia do resultado favorável e aconteceu a emancipação em 1º de janeiro de 1954.

                       

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